Eu quero um romance
Você solta uma piada
Eu volto a página
Você diz que não foi nada
Me visto de mulher
Você se faz de menino
Eu guardei a minha infância
Você se mostra mais criança
Um salto agulha…
Um tênis jogado…
Um verso na agenda…
Um número na carteira…
Um cinema…
Um poema…
Apago a luz
Acende o abaju
Meus olhos abertos
Sono batendo
E você na página cinco
Minto, nem sei.
Decoro o seu ‘Bom dia, Amor!’
Café para dois
Torradas, suco, frutas…
Você desatento cruza o portão
Eu sei o seu dia
Eu conheço o seu perfume
Eu traço o seu traço
Eu te acordo com os meus abraços…
Você corre para o ataque
Você aumenta as desculpas
Desenha a saudade e pinta os meus beijos
Descobre as minhas lágrimas, mas cuida dos meus medos…
Se eu procuro uma sexta
Você torce pelo domingo
Sofá, futebol, cerveja, amigos…
Mas, se eu vejo um filme mais de uma vez
Se eu acredito na estrelas
Se o pôr-do-sol se faz de bonito para nós
Se as margaridas têm mais bem-querer do que qualquer outra coisa…
Eu sei que vejo em cores, que você imagina em dois…
Nós dois assim meio ao avesso:
ao meu gosto
ao seu pitaco
ao meu cheiro
ao seu prazer
a nós, o prazer
entre nós.
Créditos:
Pollyanna Letícia é Estudante do 8º período de Comunicação Social da Universidade Federal de Tocantins, matéria retirada do site Comunique-se (www.comunique-se.com.br)